por Jean Liberato

De acordo com a postagem original, a rede CNN, através de repórteres virtuais (iReporters), investigou o fenômeno da ira ou da irritação dentro do Metaverso Second Life. E de acordo com a psicóloga Brenda, fundadora do grupo "Real and Second Life Confusion", isso ocorre porque desenvolvemos frustrações freqüentes, ignoradas na primeira vida, que podem ter fundo emocional ou até mesmo originárias de aspectos físicos.
São possíveis inúmeras razões para desenvolver frustração no Second Life. Muitas vezes as pessoas esquecem que outros residentes estão lá apenas para diversão, não querem relacionamentos, nem mesmo envolvimento pessoal que ultrapasse a barreira do virtual.
Isso faz com que as pessoas fiquem soltas e mais a vontade e o índice de discussões, ameaças, gozações, intrigas e inimizades é muito maior no mundo simulado do que no mundo real. Assim como não há o sentimento que limita as ações em relação ao que o outro vai sentir.

O fato primordial, é que nunca podemos esquecer que por trás de cada residente (ou cada personagem ali criado), existe uma pessoa de verdade, existem sentimentos, histórias e fatos que levaram uma vida real inteira para se desenvolver. Ou seja, o avatar carrega dentro de si toda a história de vida daquele que o criou. Podemos inclusive dizer que a essência, o espírito do avatar é a pessoa por atrás do teclado. Seria seu "id", seu "super-ego", seu "ego", tudo num único local, uma verdadeira explosão de sentimentos em torno do que acontece em volta do avatar, criado em um ambiente simulado e virtual, mas cercado de ralações verdadeiras e envolventes.
É humano manifestar a raiva, a ira ou o stress por causa de fatos que envolvem o seu avatar ou os avatares de conhecidos em qualquer que seja o metaverso. Não existe isso apenas no Second Life. Talvez por sua riqueza nos detalhes e nas relações simuladas, o SL nos permite explorar este tipo de sentimento de uma forma mais intensa; mas isso também acontece em qualquer grupo de relacionamento, como por exemplo no Orkut, num jogo em rede como o Counter Strike, ou até mesmo no clube de seu bairro.
Somos humanos e carregamos nossa essência para compor parte de nossos avatares na segunda vida. Gosto muito da analogia e costumo definir este sentimento como parte de nossa eterna necessidade lúdica. Desde crianças crescemos imitando, criando, desenvolvendo simulações, ou seja, sempre brincamos. E mesmo dentro destas brincadeiras carregamos sentimentos bons e ruins, desde vitórias conquistadas por meninos em seus jogos de futebol, ou ainda, a boneca quebrada por uma amiguinha que fez com que a jovem dona sentisse raiva por isso. É normal se estressar por causa de seu avatar, mas não devemos levar aos extremos.

Então crescemos, deixamos de ser crianças, mas nunca paramos de brincar! Meninos brincam com carrinhos e figuras de ação (soldadinhos e etc), meninas brincam com suas bonecas e nós adultos brincamos com nossos avatares.
Nos vemos no Second Life!
Origem: http://www.mundolinden.com/
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