O edifício que se ergue em um espaço ainda fechado no Second Life é um ambicioso projeto: a reprodução do Palácio da Pena. Uma recriação como poucas no mundo virtual.
Se muito da paisagem de Second Life é um monte de repetições de modelos que não tem qualquer base material, a verdade é que existem também projetos que transferem para ali o mundo real, permitindo desse modo alargar a um universo muito mais amplo a experiência de visitação de determinados locais.
É discutível o interesse dessa transferência. Para alguns, defensores de que num mundo virtual devem-se quebrar todas as barreiras físicas, pode mesmo ser dispensável esta recriação que respeita o original. Mas a verdade, pela nossa experiência, observa-se que as pessoas gostam da ligação que essa passagem ao virtual lhes dá. E isso é algo que não sucede exclusivamente aqui, no Second Life. Tem ocorrido em outros "mundos" ao longo de anos. As recriações de lugares históricos em jogos de computador, por exemplo, são uma forma lúdica de mostrar aos usuários esses espaços. Alunos em visita a Versalhes, após terem experimentado um jogo em torno da figura do Rei-Sol e sua corte, servido como mistério policial, conheciam os cantos do palácio, até mesmo pontos que não estavam integrados no roteiro oficial. É um saber cúmplice que icentiva o interesse por um tema, neste caso a História.
Todo o parque

Reunindo quatro ilhas para dar forma às dimensões do complexo, e com cerca de 30 mil "prims" - a matéria primordial ou tijolos de construção do Second Life - o Palácio da Pena está ainda em fase de produção, faltando-lhe muito para estar pronto. Até porque, evidenciam os sinais ao seu redor, a simulação não se limita ao edifício, ordenando também elementos do conjunto do Parque da Pena, da Fonte dos Passarinhos à Capela do Alto de Santo António e aos Lagos, testemunhos de que o traçado do parque, que faz conjunto com o Palácio, está no projecto virtual. Resta saber para que serve um simulador com estas dimensões, onde não parecem caber os habituais locais de "camping" que criam de forma artificial tráfego de avatares.
Escola e turismo

Escrito por José Antunes, do Expresso Clix.
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