Ir o ballet não é fácil para algumas pessoas. Mas o SLBallet permite que deficientes e doentes em hospitais vejam e até participem das apresentações. É uma aventura extra permitida por Second Life. E grátis.
E por que razão alguém veria um bailado executado por figurinhas que parecem marionetes pulando e saltando numa tela de computador? Porque, como escreveu numa edição do Second Life Herald o avatar Pixeleen Mistral, depois de assistir a uma apresentação, "no final do primeiro ato, percebi que a mesma resposta emocional que teria ante um espectáculo de dança no mundo real está presente no mundo virtual". É disso que se trata, afinal. E não será tão diferente - não pode ser - da emoção que alguém pode sentir ao ver um filme no cinema e identificar-se com as emoções transmitidas pelos atores.
Essa capacidade de transmitir emoção foi, afinal, uma das razões para a criação do SLBallet, em Fevereiro de 2007, como uma das mais importantes instituições de dança do Second Life. Concebido por Inarra Saarinen, fundadora e diretora da companhia, o Second Life Ballet extende ao mundo virtual a experiência da autora na vida real, onde é bailarina e coreógrafa para palco, filmes e vídeo.

Um novo bailado
Com atuações regulares no simulador da IBM, em um calendário que pode ser consultado na Internet, no site da companhia, o SLBallet passou por este período de festas com uma representação especial do "Quebra-Nozes", em uma adaptação para Second Life. O lançamento da temporada sucedeu com a estréia de uma peça em três atos, "Olmannen", uma história concebida e coreografada pensando no mundo virtual, que serve de palco à companhia. E a peça original "Windows" integrou também o calendário de 2007.
Para Inarra Saarinen, a passagem da peça para um palco virtual abre novas fronteiras. A direcora salienta que muitos, do público presente nos espectáculos, confessaram não assistir ter hábito de ir ao teatro, na vida real, mas que ficaram empolgados com a experiência no Second Lifge, o que contribui para divulgar o bailado como arte também no mundo real. Ao mesmo tempo, esta apresentação pode ser acessada por pessoas com limitações físicas, que teriam alguma dificuldade em deslocar-se a uma sala de espectáculos na vida real. Claro que existem gravações de danças artísticas em DVD e transmissões pela TV, também. Mas nunca com o ritmo dos bailados do SLBallet... que ainda por cima pode ser assistidos gratuitamente.
Dança para todos

Construído com uma nova linguagem, adaptada para o mundo virtual, o bailado do SL Ballet corre transversalmente por todos os tipos de dança, da clássica à contemporânea, explorando novas fronteiras que dificilmente serão apreciadas em outros locais. Histórias e coreografias originais, suportadas por música concebida propositadamente, servem de suporte para uma companhia de bailado que reúne amadores entusiastas e também profissionais do mundo da dança, em todo o mundo, reunidos em torno de um sonho comum: levar o bailado mais longe, pelos caminhos da virtualidade. O apoio da IBM parece um bom sinal de que as noites de dança artística no Second Life deverão continuar.
Escrito por José Antunes, para o Expresso Clix.
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