Incidente gera preocupação entre proprietários e levanta dúvidas sobre a segurança do grid.
Piratas virtuais hackearam uma conta administrativa do Second Life e derrubaram a ilha australiana 'ABC', que tinha apenas dois meses de existência, destruindo as construções lá erguidas e modificando radicalmente o terreno, dando a ele um aspecto de bombardeamento. O ato de vandalismo jogou por terra meses de planejamento e construção. O incidente foi descoberto na manhã desta segunda-feira (21/05). Acredita-se que a ação foi realizada durante a madrugada.

Acionada, a Linden Lab realizou um procedimento de restauração da ilha, a partir de backups preventivos, revertendo a mesma para estágios antes do ataque. Contudo, o terreno permaneceu alterado e um terço das construções continuavam desaparecidas.
Abigail Thomas, gerente da ABC Innovations, proprietária da Ilha ABC, disse em seu site oficial que o 'sim' da empresa havia sido literalmente 'bombardeado' por piratas virtuais. "Nós estamos observando atentamente os relatórios de segurança e investigando como os hackers abriram uma brecha, possibilitando com isso as modificações empreendidas em nossa infra-estrutura", disse Thomas em seu comunicado.

Estes vândalos - ou 'griefers', como são virtualmente conhecidos - promovem seus ataques geralmente com o objetivo da notoriedade. Enquanto suas vítimas classificam suas atividades como 'anti-sociais', eles preferem escolher seus alvos através de alguma causa específica. Em certos casos, pela simples falta de educação dos proprietários de terras e ilhas.
Ilha ABC antes do ataque na madrugada desta segunda-feiraA Ilha ABC, que foi desenvolvida com uma arquitetura alusiva à rádiodifusão, tinha por meta receber os ouvintes de sua estação na RL, bem como visitantes em geral. Nela, todos podiam interagir no ambiente, ouvindo música, dançando e participando de atividades programadas. Lá haviam também monitores de vídeo, com exibição de clipes musicais e de uma seleção de programas da ABC TV Austrália.
O incidente na Ilha ABC reacendeu as discussões sobre a segurança dos dados, no maingrid. A Linden Lab, após a restauração da ilha, colocou dois de seus técnicos para investigarem os métodos usados pelos hackers, que possibilitaram o acesso administrativo à ABC. A empresa, contudo, ratifica aos donos de terras e ilhas, sobre a importância da troca periódica das suas senhas, sem o uso de terminologias de facil detecção por programas 'snifers', 'keylogers', dentre outras ferramentas muito usadas por hackers para revelação de senhas.
Ainda assim, todos continuam preocupados. Pois o aconselhamento na 'troca periódica de senhas', pode ser interpretado como uma confirmação de que a Linden não tem controle total sobre a segurança de seus dados cadastrais.
Com informações do The Sydney Morning Herald.
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