Para pesquisadora, avatares melhor acabados dão maior confiança aos usuários.

A autora, Judith Donath, é pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, e aplica a teoria no Second Life, programa que simula a vida real num metaverso com mais de 7,6 milhões de pessoas cadastradas. Para ela, falta a avatares a habilidade de interagir com olhos, sobrancelhas e movimentos do corpo.
O exemplo é claro. "Quando estamos em uma festa, por exemplo, e vamos conversar com alguém do outro lado do salão, não apenas andamos até lá. No caminho, já trocamos olhares, sorrisos e ajustamos a roupa", diz a pesquisadora. "Avatares não fazem isso."
Além do contato físico, a pesquisadora argumenta que a percepção humana leva em conta fatores comportamentais para formar idéia da personalidade do outro. Não é possível perceber intenções, estado de espírito e jeito de se comunicar em representações virtuais.
Por outro lado, Judith descobriu que avatares mais realistas e bem vestidos, com aparência mais bonita, provocam mais confiança nos interlocutores, além de parecerem mais honestos. A pesquisadora se preocupa com isso. "No futuro, políticos podem usar plataformas virtuais para convencer eleitores pela aparência do avatar." Mas, ainda segundo Judith, a representação virtual já se tornou um conceito arraigado à sociedade contemporânea. Não tem mais volta, só evolução.
Por Lucas Pretti
Fonte: Estadão.
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