Oportunidades reais de carreira estão sendo criadas pelo ambiente virtual do Second Life.

O Estúdio Cafeína, agência de marketing especializada em Second Life, sentiu na pele a escassez de profissionais que entendem deste assunto. A agência, que incluiu a empresa de aviação TAM e a construtora Tecnisa nesse "universo paralelo", triplicou o número de funcionário para 30 pessoas em seis meses. Segundo Roberta Alvarenga, diretora da empresa, para desenvolver projetos para o Second Life é importante que haja diversidade cultural entre as pessoas que formam a equipe de criação. Roberta levou ao extremo essa decisão e contratou uma cabeleireira para integrar a turma. Ela vai usar sua experiência para dar um jeito nas madeixas dos avatares. "Estamos criando um novo mundo", diz Roberta. Outras agências, como a Click e a Rapp Digital, realocaram os seus profissionais com o objetivo de criar equipes exclusivas e desenvolver estratégias de comunicação nesta nova plataforma.
Não é só nas agências de marketing que faltam profissionais.Nas grandes empresas que querem ingressar no Second Life também. Os funcionários que antes só se dedicavam às campanhas de marketing no mundo real acumulam agora a tarefa de pensar no virtual também. "A tendência é que nos próximos meses essas empresas criem equipes internas para administrar esses novos projetos", diz Abel Reis (foto acima), vice-presidente da Agência Click. O Unibanco já deu o primeiro passo nessa direção.O banco tem um estande no Second Life para dar informações sobre todos os seus produtos financeiros e, no futuro, pretende realizar transações nesse ambiente. "Com o aumento dos serviços será preciso contratar mais gente, como um analista financeiro que trabalhará no Second Life para dar informações sobre investimentos, por exemplo", diz Marcos Caetano, diretor de comunicação corporativa do banco.
Dentro ou fora do ambiente virtual, a tendência é de que o Second Life ainda ofereça inúmeras oportunidades de trabalho. "Quem quiser entrar nessa precisa ter muita criatividade, ser inovador e ficar antenado para saber os caminhos que a tecnologia está criando", afirma Romero Tori, coordenador do Laboratório de Tecnologias Interativas da USP (Interlab). Se você nunca ouviu falar em Second Life, mas está interessado em ingressar nele, não se desespere. É provável que muitos cursos sejam oferecidos, como os do Senac São Paulo, que lançou cinco programas voltados para preparar pessoas para trabalhar no Second Life. Os alunos e os professores vão criar seus próprios avatares e as aulas serão dadas no ambiente virtual. Os estudantes vão aprender a criar objetos como cadeiras, roupas e carros que serão comercializados lá dentro. "As carreiras da vida real já começaram a ser transportadas para a virtual", diz Sidney Latorre, gerente de tecnologia da informação do Senac São Paulo.
As oportunidades no Second Life
- Nas idéias
Jornalistas e publicitários que pensam na nova função das empresas no mundo virtual - No desenho
Designers, arquitetos e engenheiros que dão forma às empresas, pessoas e objetos - Na programação
Técnicos de computação que dão vida aos projetos desenhados
Fonte: Você S/A.
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