Um ano depois, fora raras exceções, a verdade é que ninguém ganhou dinheiro de fato com negócios ali, o chamado linden dollar. A explicação é simples e serve de argumento para o amadurecimento do conceito de “segunda vida”.

Mais de um ano depois, fora raras exceções, a verdade é que ninguém ganhou dinheiro de fato com negócios ali, o chamado linden dollar. A explicação é simples e serve de argumento para o amadurecimento do conceito de “segunda vida”: “Juntar lindens no Second Life é tão difícil quanto na vida real.
Poucos são os milionários”, disse ao Link o diretor-geral da Mainland Brasil, Maurílio Shintati. Para ele, por haver atividade econômica e mercado, as barreiras e oportunidades são as mesmas de qualquer país capitalista. Veja, por exemplo, se é fácil enriquecer no Brasil. Imagine agora com uma população total de apenas 50 mil consumidores (o número aproximado de avatares ativos brasileiros).

“Formou-se uma fantástica comunidade de pessoas conectadas em cultura que interagem no Second Life, no blog, nas trilhas e na plataforma móvel da ilha”, afirma o curador do Centro Cultural Bradesco, Gilson Schwartz. “Pessoalmente nunca vivenciei uma imersão digital com tal potência.”
Fora do Brasil, as iniciativas do gênero são mais numerosas e complexas. Há réplicas virtuais de monumentos históricos e ilhas inteiras dedicadas à educação gratuita – como a que ensina, por exemplo, cada detalhe do mapeamento genético humano em construções de dupla hélice em 3D e explicações intuitivas sobre adenina, citosina etc. É uma forma de estudar e “pegar” o que é mostrado na escola só de forma abstrata. Um ilha bastante conhecida é a do Museu Internacional de Vôo Espacial, com foguetes norte-americanos em tamanho real e a possibilidade de “pilotar” a cabine.
Outro exemplo eficiente de troca de conhecimento no Second Life é a reconstrução do navio Titanic no mundo virtual. A réplica tem o mesmo tamanho, planta, decoração e detalhes do transatlântico naufragado em 1912. Foi construído digitalmente por um usuário independente, o avatar Morphius Barbosa, e disponibilizado para visita de qualquer um. Barbosa não ganhou dinheiro com isso.
Como se vê, a nova riqueza do Second Life é cultural, e não mais a financeira da chinesa dona de terras Anshe Chung. Se bem que ela continua milionária...
Escrito por Lucas Pretti e Marilu Araújo, para o Caderno Link . Estadão.
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