Para o gerente de novas tecnologias da IBM Brasil, muitos dos produtos de Web 2.0 lançados hoje não sobreviverão com o tempo; conceitos é que devem ser avaliados.

De acordo com Taurion, a IBM tem apostado em experiências internas com blogs, wikis e criação de comunidades para troca de informações entre os funcionários. "Toda tecnologia usada internamente pode virar produto, como aconteceu no começo do ano, com o lançamento do Lotus Connections", ressaltou.
Mas com tanto deslumbramento com o novo conceito, que pode deve ser classificado como em estado de evolução e não como uma revolução da internet, não há o risco de se criar uma nova bolha, como a do ano 2000? "As mesmas burrices não serão feitas duas vezes. Os investidores estão mais pragmáticos e os projetos têm modelos de negócio", argumentou Carlos André, presidente da consultoria Effectio.
Para ele, além de uma questão de mercado, esta nova realidade que permite criar, facilmente, redes de empresas por meio de sites e redes de contato, é um desafio para os CIOs. "As empresas que usam software como serviço, por exemplo, o quanto as políticas de proteção de dados estão adequadas a uma realidade em que você vai ter de abrir mão de varias coisas que hoje estão dentro da empresa? Como permitir ou controlar este acesso, sem perder a competitividade? Este é um dos desafios do CIO", destacou.
Falando sobre a experiência do site Apontador.com com a Web 2.0, Rafael Siqueira, CTO da Webraska e do site, mostrou como é possível usar o conceito de forma comercialmente viável. Em 2004, a empresa repensou suas atividades e direcionou o foco apenas para o mercado corporativo por conta dos altos custos. Dois anos mais tarde, com os preços dos equipamentos mais atrativos, o site apontador.com voltou ao mercado, já dentro do novo conceito de web.
Para suportar a nova estratégia, o número de profissionais cresceu 50%, para 20 técnicos, e o número de servidores passou de dez, para 45. "A largura de banda necessária passou de cinco para 25 Mb em três meses", relembrou. Até o fim do ano, o site quer chegar a três milhões de usuários. "O uso de tecnologias gratuitas de terceiros também é uma possibilidade para redução de custos com infra-estrutura e disponibilização de serviços", expôs. Entre as estratégias da empresa também está a exploração do conceito de comunidades, com parceiros para o desenvolvimento de serviços de localização, como a espécie de incubadora, e os investimentos em publicidade segmentada.
Por Gustavo Brigatto
Fonte: IT Web.
Um comentário:
Parece que esse brasileiro da IBM aí não sabe o tanto que a própria IBM tem investido no Second LIfe. Bom, mas a IBM também achou que "o mercado de PCs ia ser insignificante" no passado...
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