Entidade nega pedido de advogado para atuar no metaverso e abre precedente.

A consulta à OAB foi feita pelo advogado paulista Marcel Leonardi, que atua no ramo de direito eletrônico. Ele pretendia desenvolver ações de marketing no metaverso, que já reúne pelo menos 600 mil brasileiros, e oferecer serviços jurídicos a avatares.
A entidade afirma, no comunicado, que não há como garantir sigilo profissional do advogado. "Como o referido ambiente permite o rastreamento, pela empresa que o criou e o administra, de tudo o que ali se passa, não há como garantir-se o sigilo profissional do advogado, o que inviabiliza a abertura e manutenção de um escritório virtual no Second Life."
A nota diz ainda que a atuação de advogados no metaverso fere as regras de "inviolabilidade do escritório, arquivos e comunicações" e que não promoveria a "pessoalidade" que deve haver na "relação cliente-advogado". Marcel Leonardi diz que não ficou surpreso com a decisão. "Mas agora já abortei a idéia de me lançar no metaverso", afirmou ao estadao.com.br. Ele fez a consulta à OAB em abril e só recebeu a resposta ontem.
A Kaizen Games, distribuidora do jogo no Brasil, se posiciona a favor da decisão da entidade. "É natural que os posicionamentos da ordem em relação à internet migrem para o Second Life", afirma o diretor de marketing, Emiliano de Castro. "A sociedade como um todo ainda não encontrou alternativa para lidar com o problema da identificação de internautas."
Escrito por Lucas Pretti, do Estadão.com.br
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